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Cenário é promissor para quem quer estudar matemática PDF Imprimir E-mail
Escrito por Vagas no Brasil   
Qua, 22 de Abril de 2009 01:57
O cenário profissional dos matemáticos é bastante promissor, segundo especialistas. A graduação em matemática e o campo de trabalho de quem gosta da disciplina são o tema do Guia de Carreiras. Tanto na atuação tradicional em sala de aula quanto no estudo de riscos financeiros ou de processos industriais, há a necessidade de matemáticos. Mas, para isso, boa formação é fundamental.

“A matemática tem certa semelhança com medicina, pois o médico, mesmo depois de seis anos de estudo universitário, ao concluir e receber seu diploma, ainda precisa realizar a residência”, explica o professor João Lucas Barbosa, presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). “No caso do matemático, sua formação só se completa com o doutorado.”

E a trajetória até a pós-graduação é bastante árida. Já nos primeiros anos da faculdade, o estudante enfrenta diversas disciplinas de cálculo, álgebra, geometria, além de disciplinas de probabilidade e estatística e computação. Mas, diferentemente do que se imagina, não é necessário inteligência fora do comum para fazer o curso.

“Para ser bem sucedido na matemática é preciso ser medianamente inteligente, gostar de matemática e ser trabalhador, que é a condição mais importante”, afirma Barbosa.

“Amor à matemática e dom não são suficientes. Muito aluno pode não vingar, porque não deu o sangue. Estudar matemática exige demais. É necessário um tempo de aprendizado solitário e só depois tem a discussão com os colegas”, concorda o diretor do Instituto de Matemática da Universidade de São Paulo (IME – USP), Paulo Domingos Cordaro.

Tipos de cursos


Existem alguns tipos de graduações que levam “matemática” no nome. O Conselho Nacional de Educação recomenda que o tempo mínimo para conclusão seja de 3 a 4 anos. A que mais se diferencia é a licenciatura em matemática, voltada para formar professores para o ensino fundamental e médio. Para cursá-la, além de gostar de matemática, o estudante deve ter vontade de lecionar.

Quem optar pela docência no ensino fundamental e médio não deve enfrentar desemprego, já que existe uma demanda muito grande por professores. Mas os salários não são tão atrativos e variam muito conforme a região e o tipo de escola (particular ou pública). Tramita no Congresso um projeto de lei para criar um piso salarial para o professor que prevê remuneração mínima de R$ 950 para 40 horas semanais.

Para a formação de professores de matemática, existem 592 cursos no país de acordo com dados do Ministério da Educação (MEC) referentes a 2006.

Bacharelados


Existem também 79 bacharelados de matemática no país, que pretendem formar pesquisadores e profissionais. Entre estes cursos, há alguns tipos: como o de matemática aplicada, o de matemática computacional (relacionada à informática) ou o de matemática industrial.

No IME, na USP, por exemplo, há o curso de matemática pura, o de matemática aplicada e o de matemática aplicada e computacional. De acordo com Cordaro, o terceiro curso é o que libera mais graduados para a indústria e iniciativa privada. Já a matemática pura é o mais teórico e a aplicada, um meio termo.
Qual curso escolher


Se você gosta de exatas e não tem certeza de qual curso fazer na faculdade, pense nas suas aptidões. Se você gosta de pensar abstratamente, sua vocação pode estar relacionada com a matemática. Gosta você gosta de experimentos e aplicação, pode procurar a física. Se gosta de computação, pode procurar a matemática computacional.
Se você pelo menos tem a noção de que quer exatas, pode se beneficiar com o que fazem diversas instituições. Elas fornecem um ciclo básico, comum para todas as variações de cursos. Informe-se na instituição de seu interesse.